sábado, 27 de junho de 2009

"Todo mundo é uma ilha"

Cada um de nós é uma ilha, perdida num oceano, seja de ideias, de dores, de sentimentos, de pensamentos, imersas em nossas confusões, contradições. Tem pessoas que gostam dessa condição, de isolamento, de viver por si e pra si, já outras procuram criar pontes com as outras, criar arquipelágos, mas algumas pontes acabam caindo...
Vivemos assim, criando pontes, ou fortalezas, mas é inevitável que às vezes tanto as pontes quanto as fortalezas caiam, mas depende de cada pessoa se ela ergue fortalezas ou pontes, se ela deixa que as fortalezas caiam e pontes sejam construidas, ou se ela derruba toda tentativa de construção de pontes.
Não sou nenhum engenheiro, tenho poucas fortalezas, e acho que tê-las faz bem, mas viver se defendendo atrás delas não seja bom, e tenho aprendido a construir pontes, algumas caem, fazer o que... mas ou você abandona a ponte que caiu, ou reconstrói outra em outros moldes, quem sabe assim ela se mantenha firme, não custa tentar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Medo

Do que você tem medo? Medo de avião? Medo de lugares fechados? Medo de aranha? Sapo? Cobra? Medo de ser assaltado? Medo de ficar só? Medo do escuro? Medo do inferno? Medo de descobrirem seus segredos? Medo de alguém? Medo de perder alguém? Medo de morrer? Medo de descobrirem a verdade? Medo de ser enganado? Medo de mentir? Medo de amar? Medo de se aproximar? Medo de decepcionar alguém? Medo de machucar alguém? Medo de que um dia você olhe pra trás e perceba que não realizou nada? Medo de...
Do que você tem medo? Ou você não tem medo? O medo está presente em nossas vidas, seja um medo de causa externa, físico [cobra, avião, assalto, etc] ou seja de causa interna, mental [morte, mentir, perder alguém, etc], alguns se deixam dominar pelos seus medos, outros ignoram completamente seus medos, não creio que alguém tenha respondido a segunda pergunta afirmando não ter... quem sabe...
É normal ter medo, dentre as frases que citei, eu responderia afirmativamente a seis delas, sou medroso por isso? Acho que não, são medos que nos afligem durante nossa vida, mas que nos amadurecem, nos acordam em momentos de inércia, é difícil, porém temos que aprender a conviver com nossos medos [preciso aprender...], eles não podem nos atrasar, ou paralisar. O medo está presente, seja nas relações com as pessoas, seja na relação com o ambiente, algo nos causa medo, agora depende de nós se esse[s] medo[s] vai[ão] se tornar um freio ou uma alavanca, transformar a força contrária em impulso pra seguir adiante [um dia eu aprendo a fazer todos se tornarem alavancas]. Pra finalizar, nada melhor do que uma frase de alguém que foi tão inspirador [fã]: "O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação." [Ayrton Senna].

terça-feira, 2 de junho de 2009

...

Assim meio estranho fazer um texto falando sobre um sinal de pontuação, mas a força desse sinal é tão incrível que merece.
Deixar subentendido, guardar nas entrelinhas, deixar suspenso, imerso, submerso... prolongar pensamento, ou quem sabe esconder...
São tantas as utilidades pra um sinal tão simples, mas tão enigmático, o ar de incerto, de quem sabe até zombaria...
Eu definiria assim: as reticências são uma porta fechada, destrancada, mas que ninguém pode passar por ela, sem chave no trinco, onde os olhos dos curiosos viajam tentando ver o outro lado. É um poder da escrita, oralmente as reticências não são tão bonitas e interessantes, mas quando aqueles espaços entre um pensamento e outro, entre uma frase e outra traduzidos na escrita com esses três pontos ... na cabeça dos curiosos forma-se um turbilhão de ideias. E o que seria melhor do que trazer a curiosidade, a novidade, o criativo, a inspiração... melhor deixar essa resposta pras reticências...
E pra finalizar termino dizendo...

Ideias

São elas que me movem, que nos movem, como ventos que movem moinhos, a escassez de ideias faz a criação parar. "Aquilo que guia e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as ideias." [Victor Hugo], esse texto meio metalinguistico que é guiado e arrastado por uma ideia de falar sobre ideias, é um exemplo de que as ideias são os pilares, os alicerces, as bases, enfim, o começo...
Há momentos em que elas nos fogem, desaparecem, buscá-las é inevitável, porém, creio eu que quanto mais se corre atrás delas mais elas parecem achar lugar pra se esconder, elas vem até nós, nós não vamos até elas. Às vezes elas aparecem com boas intenções, mas em outras são muito mal intencionadas, será culpa delas? Brilhante ideia a do "Holocausto", a do "Muro de Berlim", porém elas aparecem e são modeladas da forma que quem as encontrou quer que sejam executadas, tentar ser mais claro: imagine um recém-nascido, ele será moldado de acordo com as influências externas, o meio que vive, e a forma que é educado vai construindo a índole e personalidade, logo as ideias, pobre ideias, não tem culpa dos resultados, elas nascem, porem o "meio e a educação" que recebem muda tudo.

"Força não há capaz de enfrentar
Uma ideia cujo tempo tenha chegado
A força não é capaz de salvar
Uma ideia cujo tempo tenha passado"
Engenheiros do Hawaii (Humberto Gessinger)

domingo, 17 de maio de 2009

Perdão...

Eu peço perdão pelo tempo perdido.
Eu peço perdão pelo meu egoísmo.
Eu peço perdão pelo abraço que neguei.
Eu peço perdão pelo carinho que ignorei.
Eu peço perdão pela lágrima que causei.
Eu peço perdão pela dor que não aliviei.
Eu peço perdão pela ofensa que proferi.
Eu peço perdão por cada palavra mal colocada.
Eu peço perdão por cada uma delas mal interpretadas.
Eu peço perdão por não poder ser melhor do que sou.
Eu peço perdão por mim e por você.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Saudade

Substantivo feminino, abstrato...
abstrato... mas é tão concreto isso,

eu sinto ela aqui, doer...
me lembrando dos segundos distantes.

Ela arde no peito,
aperta as entranhas,
dificulta a respiração,
altera minha pulsação.

Te extraño, J'ai regret,
Ich vermisse dish, I miss you...
não traduzem... desculpem mas
eu estou com saudade de você, de vocês.

O que cura tal enfermidade?
Qual alívio pra essa anormalidade?
Algo pra tratar com naturalidade?
Que fim terei eu com tamanha saudade?

terça-feira, 31 de março de 2009

Falta de Inspiração

Indício de capacidade criativa,
Nascimento de uma ideia,
Simpatia pela arte e/ou ciência,
Ponto de partida,
Impulso de traduzir o pensar em fazer,
Rota para a invenção,
Auge da imaginação,
Çausa de genialidade,
Alvo dos mortais,
Objetivo de todos os "anormais".

[Normal quem é?]

Busquei inspiração o dia todo, ela não me veio, ou veio assim, num sei...

domingo, 15 de março de 2009

Amigos

São muitos, são poucos, são amigos, chamar alguém assim não é algo simples, temos colegas de escola, de faculdade, de trabalho, temos vizinhos, conhecidos, ou até alguns parentes, mas são poucos os que podemos chamar de amigos.
"Amizade é um amor que nunca morre" [Mário Quintana] e que nasce com o tempo e depois de grande petrifica. Não quero definir filosoficamente o que é amizade, só dizer o quanto ela nos é importante, sem amigos a vida fica amarga, azeda, mesmo que todo o resto esteja dando errado, pareça pra gente que fizemos algo de errado e algo nos está punindo, temos os amigos pra nos dizer que isso um dia passa, que erguer a cabeça, se levantar depois da queda é o melhor a fazer.
Amigos choram, riem, resmungam, brigam, acalentam, encorajam, estão lá, sempre do seu lado, pra dizer aquilo que você precisa ouvir [porque o que você quer ouvir nem sempre é o certo], buscando o altruísmo e a lealdade para sempre proteger o outro.
"Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que eu pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas [exceto duas ou três por causa das borboletas]. Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se ou mesmo calar-se algumas vezes." [Antoine de Saint-Exupéry] [...] ou chorar em outras.

Aos meus amigos e a ܓ

segunda-feira, 2 de março de 2009

Escolhas

Navegando pela internet num desses sites de notícias me deparei com uma daquelas notícias que diferente das outras não se banalizou, era uma notícia que contava a história duma garotinha chinesa que havia tentado suicídio para doar o fígado para seu pai com câncer, deixei o link numa dessas páginas de relacionamento com uma pergunta embaixo: "você faria isso por alguém?” [difícil responder não é?].
Continuando com os meios de comunicação... estava assistindo uma série que trata dum hospital e de um personagem em especial, um certo médico, assistindo atentamente o desenrolar de uma história em que o marido deveria decidir entre a vida da esposa ou de seu filho ainda no ventre materno, no primeiro momento, ele decide pela mulher, depois por complicações e sem mais opções de escolha apenas por questões legais ele "escolheu" o filho.
Em nossas vidas somos postos à prova inúmeras vezes, algumas vezes são decisões simples, em outras são decisões que mudam todo o curso da vida, muitas vezes somos levados a escolher sob pressão, ou mesmo com toda inexperiência. Espero eu que nenhum de nós esteja pressionado a decidir pela vida de alguém, mas creio que todos estejam experimentando, nessa época, as escolhas que determinam o resto de nossas vidas, escolha que pode futuramente responder a pergunta: "o que você vai ser quando crescer?", às vezes fazemos algo que não escolhemos, ou escolhemos errado, mas é assim que a vida é, cheia de riscos, se cabe a metáfora, a vida é um jogo de azar, mas não precisa ser necessariamente de azar, então desejo boa sorte a todos nesse jogo tão imprevisível.

retirado do Destaque Acadêmico (versão impressa)
http://www.destaqueacademico.blogspot.com/

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Palavras soltas, sem sentido, sem conectivo, sem sintonia, sem ligação, sem necessidade, sem porque, sem dizer, sem querer, sem desfazer, sem refazer, sem pensar, sem relação, sem obrigação, sem explicação, sem descrição, sem animação.
Palavras soltas, jogadas, atiradas, lançadas, arremessadas, defenestradas.
Palavras soltas, violentas, envenenadas, afiadas...
Palavras, poucas, pequenas, possessas, pontuais, pífias, podres, PURAS...
Pobres palavras, penando por pouca percepção, procurando proteção, permitindo polidez.
Perdoe procrastinar, o texto não tem fim, nem sentido, mas as palavras precisavam de um lugar pra que pudessem ficar, é o preço do ócio...