terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Por que você persiste?

"[...]
Agente Smith: Por que, Sr. Anderson, por que, por quê? Por que você faz isso? Por quê? Por que se levantar? Por que continuar lutando? Você acredita estar lutando por algo, por mais do que sua sobrevivência? Seria liberdade? Ou verdade? Talvez paz? Poderia ser por amor? Ilusões, Sr. Anderson, caprichos da percepção, construções temporárias de um intelecto humano débil tentando desesperadamente justificar uma existência que é sem significado ou propósito. E tudo isso tão artificial quanto a matrix mesma, embora, somente uma mente humana poderia criar algo tão insípido quanto amor. Você deve ser capaz de ver isso, Sr. Anderson, você deve saber isso agora, você não pode vencer. Não tem sentido continuar lutando. Por que, Sr. Anderson, por que, por que você persiste?*"


Poderia falar de escolhas, poderia falar de sentimentos, poderia falar do sentimento que mais se tenta explicar, mas eu escolho falar de ...
Seria a mente humana débil e que só possui o objetivo de explicar o porque de existir, quando não se tem "porque" algum para se existir? É realmente assim tão sem sentido procurar razões para se viver, para se amar, odiar, ignorar? O ser humano desde sua origem luta por algo, por comida, por propriedades, por suas crenças, por suas ideias, mas seriam todas essas lutas apenas desvios ou denominações diferentes para dizer que realmente a luta se limita à sobrevivência?
A humanidade não tem pensamentos simplistas, pois o simples não atrai, não reluz, posso estar enganado, mas a humanidade luta contra si e contra tudo, pode ser que sejam caminhos que levem para o mesmo fim, viver ou não [sobreviver]. Mas creio que somos mais do que isso, que nossas raivas, revoltas, lutas, tenham um propósito maior. Observando-nos coletivamente pode ser que a ideia de sobreviver acima de tudo seja o objetivo central, porém, se cada um for observado individualmente... bem, a história está sempre nos contando de pessoas que se sacrificaram pelo bem maior, e nem todas porque seguiam certa ideologia, mas porque acreditavam nisso, tinham esperança de que seus atos melhorassem o mundo, e isso me basta pra crer que há sentido no que fazemos.



"*[...]Neo: Porque eu escolho persistir."

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tempo

"(...)Bom dia.

E apagou o lampião.
Em seguida enxugou a fronte num lenço de quadrinhos vermelhos.

- Eu executo uma tarefa terrível. Antigamente era razoável. Apagava de manhã e acendia à noite. Tinha o resto do dia para descansar e o resto da noite para dormir…
- E depois disso, mudou o regulamento?
- O regulamento não mudou, disse o acendedor. Aí é que está o drama! O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda! (...)"
(Antoine de Saint-Exupéry)

Excerto de "O Pequeno Príncipe", fala sobre a passagem do tempo no pequeno planeta do "acendedor de lampião". Em destaque uma frase que me chama sempre atenção todas às vezes que releio o livro. O planeta gira mais depressa a cada ano... de certa forma lembra o nosso, não que o nosso gire mais depressa, pode ser que isso tenha alterado em alguns milésimos de segundo ao longo dos milhões de anos passados, mas os dias têm ficado mais rápidos quando se observa o quanto do nosso tempo é tomado.
O tempo é tanto vítima quanto algoz, pra cada um ele tem um predicado diferenciado, "tenho todo o tempo do mundo", creio que não, a vida passa diante de nossos olhos de tal forma, que quando nos damos conta já vivemos muito dela, e pra muitas pessoas essa questão de ter vivido é meramente biológica, porque viver realmente, é aproveitar e gozar da vida. Às vezes é realmente complicado aproveitar cada dia como o último, como dizem as pessoas, mas se aproveitarmos bem uma quantidade boa deles, já terá sido suficiente. Não sei qual crença, qual deus, qual rito você professa, se você crê em mais de uma vida, ou se crê em uma única, porque arriscar a ter a notícia contrária, ao fim de tudo, sem ter feito aquilo que você tem vontade?
O lampião apaga todos os dias, e se reacende todos os dias, aproveitemos enquanto podemos vê-lo se reacender.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Devaneios...

Quanto vale a vida de uma pessoa? Até que ponto uma pessoa pode chegar a fazer pra compensar um erro cometido? De que forma a consciência pode afetar alguém a ponto dela querer de todas as formas possíveis reparar um dano, uma perda?
Às vezes quando cometemos um deslize, ou mais que isso, um erro incomensurável, tentamos de todas as formas [pelo menos aquelas pessoas com um mínimo de decência] reparar, consertar de alguma forma o cometido.
Diante de situações desalentadoras, tristes, melancólicas as pessoas agem de maneiras que nem elas mesmas entendem, ou reconhecem de si, ninguém está pronto pra se ver dentro de uma perspectiva de alguém em sofrimento, e muito menos se ver na perspectiva de quem é o alento dessa pessoa que sofre.
Duas ideias não tão parecidas, mas que se complementam no que escrevo, o que se pode fazer pra compensar um erro? Seja qual for a proporção deste. O que fazer quando tudo em volta parece desmoronar, o chão se abrindo debaixo dos pés?
Creio que ninguém tem a resposta pra nenhuma das perguntas feitas aqui, nem eu espero que alguém seja capaz de responder, numa situação dessas, a experiência só denota sofrimento. É doloroso ver o semblante das pessoas quando elas passam por situações nada agradáveis, as palavras mais próximas que podem descrever o que é esse sentimento, é algo como dizer que há um buraco, um vazio dentro, é surreal pensar que existem sofrimentos menores ou maiores, todos sofrem, de uma forma ou de outra, a intensidade depende de como o todo se afeta.
A realidade nos faz enxergar que sonhar vale mais a pena.



Tentei por as ideias em ordem, não se ordenaram da melhor forma possível, mas a essência tá aí.
Livre para identificações e interpretações...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Um ano

Um ano entre a dúvida e a incerteza
Ou seja, nada absoluto, nenhuma clareza.

Discussões, sobre mim, sobre você, sobre nós, uma diversão, uma distração, mais do que uma reflexão, dando valor a DÚVIDA, e a sua PUREZA, a PREÇO de que? De banana? Não, de graça, às vezes sem graça, mas um texto ou outro pra dizer algo que eu queria expressar e não podia, ou pra analisar uma situação que tenha surgido de alguém à volta, ou todos em volta.
Desabafo ou reflexão, escrita, escrita pra que não se perca, pra que EU não me esqueça, porque eu penso, existo, me descontraio, evito ser ignorante, e aprendo com a minha, mudo, busco ser memória, vejo os dias passando, aprendo, desabafo, considero tudo uma mentira, ou tudo uma verdade, ou tudo quem sabe? Me enlouqueço... me perco nas palavras, escolho o que acho mais apropriado, discuto com meus amigos, não raras vezes perco a inspiração, sinto saudade das letras, das pessoas e aqui venho buscá-las, peço desculpas a elas... tenho ideias, fico sem ideias, sem o que dizer ... sinto medo, me sinto só, ou perto de todos, quero o melhor, não me iludo, vivo sem pensar no "não estar vivo", procuro do mar o meu farol, me descrevo, tento a sorte [2].
E lá se vai um ano...

domingo, 15 de novembro de 2009

MEGA-SENA [2]

Arriscar ou não se arriscar?

Eis a questão... [Shakespeare que me desculpe, fazer uma pequena alusão de Hamlet pra introduzir o assunto.] Conversando com um amigo dias atrás veio esse pensamento, o que fazer? Arriscar ou não? Bom, seguindo a idéia de jogar pra poder algo ganhar, acho que arriscar é sempre a melhor opção.

- A porta do inferno tu abriu, vai ficar agora só limpando os pés?

Um pouco diferente do que arriscar, é arriscar um pouco e depois esperar, ou então parar com medo de o resultado não ser o esperado... Já abriu a porta? Agora entra!



PS: Não busquem sentindo, nem eu busquei, escrevi sem pensar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MEGA-SENA


Cada dia é um jogo, cada semana uma aposta, cada mês um sorteio, cada ano um resultado. A maior parte de nossos dias é um risco, uma loteria, não se pode prever o que virá adiante, o máximo é tentar adiantar as nossas apostas, quais números serão marcados, e daí apostar nesse jogo, mas os números sorteados não somos nós que escolhemos. No entanto, se não jogarmos nada ganhamos, também nada perdemos... de que adianta não progredir de alguma forma? Se seu resultado for favorável, mantenha os pés no chão, qualquer elevação pode levar a uma queda, e a depender da altura a queda é mais danosa. Se caso não for, não há razão para desistir do jogo, complicado é reclamar que nada dá certo, que nunca vence o jogo, sem ao menos tentar, tentar sempre.

domingo, 27 de setembro de 2009

Autobiográfico

Duas décadas chegaram...
Quem sou eu...
Eu sou as palavras que proferi.
Eu sou as noites que não dormi.
Eu sou os dias que não esqueci.
Eu sou os medos, tristezas e melancolias que vivi.
Eu sou os risos, sorrisos, e alegria que senti.
Eu sou as frases que ouvi.
Eu sou as dúvidas, e as respostas que tenho em mim.
Eu sou os traços num retrato, de um impressionismo abstrato.
Eu sou um muito de nada, um pouco de tudo, o equilíbrio numa balança desregulada.
Eu sou a lógica e a falta dela nos dias que não sei quem sou.






Eu sou as orações que estão aqui.

domingo, 13 de setembro de 2009

Farol


Um farol é construído no intuito de servir de orientação, indicação, alertar sobre a proximidade de terra aos navegadores, possui uma fonte de luz com espelhos ou refletores, amplificando o facho de luz.
Passamos boa parte de nossas vidas à deriva no mar, ao sabor da corrente, do vento, algumas vezes tomamos o timão, o leme sob nosso controle, mas nem sempre significa que teremos sucesso na direção que tomamos, e nessa complicada tentativa de nos orientarmos às vezes acabamos nos deparando com impedimentos, obstáculos de qualquer tamanho, forma, passar por eles pode ser difícil, mas é importante que não nos desviemos, ou no pior das hipóteses, não nos desviemos muito de nossas rotas, todo navegador mesmo aquele que ama o mar, quer voltar à terra firme, avistar o seu farol, que te assegura que não vá se encalhar, um porto-seguro, seja lá como é o seu farol, grande ou pequeno, forte ou fraco, defeituoso ou em perfeitas condições, cuide dele.





O meu farol atende pelo nome de "pai e mãe".

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cloto, Láquesis e Átropos

Nossas vidas são nossas mesmo? Há quem creia em destino, na Grécia Antiga acreditava-se que o destino pertencia a Cloto, Láquesis e Átropos, as moiras, três irmãs responsáveis por determinar o destino de todos. Cloto tecia o fio da vida, o nascimento era obra dela; Láquesis puxava e enrolava o fio, as atribuições do decorrer da vivência eram sorteadas por ela; e por último Átropos cortava o fio...
Não creio em destino, nem que tudo esteja pré-determinado, uma escolha hoje muda o rumo de amanhã, se você crê é direito seu, mas crer no destino e ser vítima da vida e na vida, dos acontecidos dela, ser paciente, passivo, isso não, "não acomodar com o que incomoda" [Fernado Anitelli].
Não espere que Láquesis decida na sorte o que você ganha, nem por acaso o que se perde, pois nunca se sabe quando Átropos corta o fio...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sem ilusões pra nao criar decepções...

Viver assim pode ser uma defesa muito boa, se você não espera que te liguem, não vai se entristecer se caso não te ligarem... se você não espera que te abracem, não vai se frustrar por não ter recebido o abraço... se você não espera que gostem de você, não vai sofrer se caso ninguém gostar...
Sem ilusões pra não criar decepções... se você não tem expectativa de nada, então não terá motivo pra se frustrar depois.
Acho que é comum as pessoas se esquivarem das frustrações assim, pena eu acho, quando acaba a esperança ou a confiança nos outros, e em si mesmo, se deu errado, deixar de tentar com medo de que erre mais uma vez é o caminho mais seguro, e nem sempre significa que é o correto. Lembro de uma frustração imensa em minha vida, esperar algo, e não conseguir, sentimento de debilidade, de impotência, de inutilidade... depois disso, essa filosofia de vida passou a ser bem útil, pena que [ou seria que bom que?] em algumas vezes eu me esqueço e crio ilusões, algumas são rechaçadas quando menos esperamos, outras ficam lá num casulo, quem sabe se transformem em borboletas... só resta esperar...


Que venham as borboletas...