segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MEGA-SENA


Cada dia é um jogo, cada semana uma aposta, cada mês um sorteio, cada ano um resultado. A maior parte de nossos dias é um risco, uma loteria, não se pode prever o que virá adiante, o máximo é tentar adiantar as nossas apostas, quais números serão marcados, e daí apostar nesse jogo, mas os números sorteados não somos nós que escolhemos. No entanto, se não jogarmos nada ganhamos, também nada perdemos... de que adianta não progredir de alguma forma? Se seu resultado for favorável, mantenha os pés no chão, qualquer elevação pode levar a uma queda, e a depender da altura a queda é mais danosa. Se caso não for, não há razão para desistir do jogo, complicado é reclamar que nada dá certo, que nunca vence o jogo, sem ao menos tentar, tentar sempre.

domingo, 27 de setembro de 2009

Autobiográfico

Duas décadas chegaram...
Quem sou eu...
Eu sou as palavras que proferi.
Eu sou as noites que não dormi.
Eu sou os dias que não esqueci.
Eu sou os medos, tristezas e melancolias que vivi.
Eu sou os risos, sorrisos, e alegria que senti.
Eu sou as frases que ouvi.
Eu sou as dúvidas, e as respostas que tenho em mim.
Eu sou os traços num retrato, de um impressionismo abstrato.
Eu sou um muito de nada, um pouco de tudo, o equilíbrio numa balança desregulada.
Eu sou a lógica e a falta dela nos dias que não sei quem sou.






Eu sou as orações que estão aqui.

domingo, 13 de setembro de 2009

Farol


Um farol é construído no intuito de servir de orientação, indicação, alertar sobre a proximidade de terra aos navegadores, possui uma fonte de luz com espelhos ou refletores, amplificando o facho de luz.
Passamos boa parte de nossas vidas à deriva no mar, ao sabor da corrente, do vento, algumas vezes tomamos o timão, o leme sob nosso controle, mas nem sempre significa que teremos sucesso na direção que tomamos, e nessa complicada tentativa de nos orientarmos às vezes acabamos nos deparando com impedimentos, obstáculos de qualquer tamanho, forma, passar por eles pode ser difícil, mas é importante que não nos desviemos, ou no pior das hipóteses, não nos desviemos muito de nossas rotas, todo navegador mesmo aquele que ama o mar, quer voltar à terra firme, avistar o seu farol, que te assegura que não vá se encalhar, um porto-seguro, seja lá como é o seu farol, grande ou pequeno, forte ou fraco, defeituoso ou em perfeitas condições, cuide dele.





O meu farol atende pelo nome de "pai e mãe".

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cloto, Láquesis e Átropos

Nossas vidas são nossas mesmo? Há quem creia em destino, na Grécia Antiga acreditava-se que o destino pertencia a Cloto, Láquesis e Átropos, as moiras, três irmãs responsáveis por determinar o destino de todos. Cloto tecia o fio da vida, o nascimento era obra dela; Láquesis puxava e enrolava o fio, as atribuições do decorrer da vivência eram sorteadas por ela; e por último Átropos cortava o fio...
Não creio em destino, nem que tudo esteja pré-determinado, uma escolha hoje muda o rumo de amanhã, se você crê é direito seu, mas crer no destino e ser vítima da vida e na vida, dos acontecidos dela, ser paciente, passivo, isso não, "não acomodar com o que incomoda" [Fernado Anitelli].
Não espere que Láquesis decida na sorte o que você ganha, nem por acaso o que se perde, pois nunca se sabe quando Átropos corta o fio...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sem ilusões pra nao criar decepções...

Viver assim pode ser uma defesa muito boa, se você não espera que te liguem, não vai se entristecer se caso não te ligarem... se você não espera que te abracem, não vai se frustrar por não ter recebido o abraço... se você não espera que gostem de você, não vai sofrer se caso ninguém gostar...
Sem ilusões pra não criar decepções... se você não tem expectativa de nada, então não terá motivo pra se frustrar depois.
Acho que é comum as pessoas se esquivarem das frustrações assim, pena eu acho, quando acaba a esperança ou a confiança nos outros, e em si mesmo, se deu errado, deixar de tentar com medo de que erre mais uma vez é o caminho mais seguro, e nem sempre significa que é o correto. Lembro de uma frustração imensa em minha vida, esperar algo, e não conseguir, sentimento de debilidade, de impotência, de inutilidade... depois disso, essa filosofia de vida passou a ser bem útil, pena que [ou seria que bom que?] em algumas vezes eu me esqueço e crio ilusões, algumas são rechaçadas quando menos esperamos, outras ficam lá num casulo, quem sabe se transformem em borboletas... só resta esperar...


Que venham as borboletas...

terça-feira, 21 de julho de 2009

O melhor pra nós

Já se perguntou o que é o melhor pra você? Eu já, muitas vezes, e às vezes sei exatamente qual o melhor pra mim, mas por teimosia, ou por medo, ou quem sabe, por segurança, me mantenho no estado que me encontro ou opto pela opção mais cômoda. Isso é ruim, é desperdício, e é acima disso tudo, um erro... mas costumo errar bastante, e sou quem sou, por causa dos erros que cometi, muito mais pelos erros do que pelos acertos, acertos trazem mais soberba, já os erros trazem humildade e reflexão.
O melhor pra nós quem decide somos nós, mas não Nós, eu e vocês, e sim nós, apenas pluralizando a primeira pessoa, o melhor pra mim só quem pode decidir sou eu. Acho muito nobre quando alguém diz, "estou fazendo isso por você, pra não te machucar, ou pra você se sentir melhor" [diferente do "estou fazendo isso por nós", quando realmente sincero], porém, se isso vai contra o que eu quero, o que eu considero melhor pra mim, então é inútil, só estará trazendo dor, angústia, tristeza, o meu melhor, eu escolho, se porventura não for esse o melhor, o depois é preocupação futura, viver o momento é mais importante, como se tudo fosse durar uma eternidade, mesmo que por alguma razão não dure.

"[...]Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
[Vinícius de Moraes]

sábado, 27 de junho de 2009

"Todo mundo é uma ilha"

Cada um de nós é uma ilha, perdida num oceano, seja de ideias, de dores, de sentimentos, de pensamentos, imersas em nossas confusões, contradições. Tem pessoas que gostam dessa condição, de isolamento, de viver por si e pra si, já outras procuram criar pontes com as outras, criar arquipelágos, mas algumas pontes acabam caindo...
Vivemos assim, criando pontes, ou fortalezas, mas é inevitável que às vezes tanto as pontes quanto as fortalezas caiam, mas depende de cada pessoa se ela ergue fortalezas ou pontes, se ela deixa que as fortalezas caiam e pontes sejam construidas, ou se ela derruba toda tentativa de construção de pontes.
Não sou nenhum engenheiro, tenho poucas fortalezas, e acho que tê-las faz bem, mas viver se defendendo atrás delas não seja bom, e tenho aprendido a construir pontes, algumas caem, fazer o que... mas ou você abandona a ponte que caiu, ou reconstrói outra em outros moldes, quem sabe assim ela se mantenha firme, não custa tentar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Medo

Do que você tem medo? Medo de avião? Medo de lugares fechados? Medo de aranha? Sapo? Cobra? Medo de ser assaltado? Medo de ficar só? Medo do escuro? Medo do inferno? Medo de descobrirem seus segredos? Medo de alguém? Medo de perder alguém? Medo de morrer? Medo de descobrirem a verdade? Medo de ser enganado? Medo de mentir? Medo de amar? Medo de se aproximar? Medo de decepcionar alguém? Medo de machucar alguém? Medo de que um dia você olhe pra trás e perceba que não realizou nada? Medo de...
Do que você tem medo? Ou você não tem medo? O medo está presente em nossas vidas, seja um medo de causa externa, físico [cobra, avião, assalto, etc] ou seja de causa interna, mental [morte, mentir, perder alguém, etc], alguns se deixam dominar pelos seus medos, outros ignoram completamente seus medos, não creio que alguém tenha respondido a segunda pergunta afirmando não ter... quem sabe...
É normal ter medo, dentre as frases que citei, eu responderia afirmativamente a seis delas, sou medroso por isso? Acho que não, são medos que nos afligem durante nossa vida, mas que nos amadurecem, nos acordam em momentos de inércia, é difícil, porém temos que aprender a conviver com nossos medos [preciso aprender...], eles não podem nos atrasar, ou paralisar. O medo está presente, seja nas relações com as pessoas, seja na relação com o ambiente, algo nos causa medo, agora depende de nós se esse[s] medo[s] vai[ão] se tornar um freio ou uma alavanca, transformar a força contrária em impulso pra seguir adiante [um dia eu aprendo a fazer todos se tornarem alavancas]. Pra finalizar, nada melhor do que uma frase de alguém que foi tão inspirador [fã]: "O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação." [Ayrton Senna].

terça-feira, 2 de junho de 2009

...

Assim meio estranho fazer um texto falando sobre um sinal de pontuação, mas a força desse sinal é tão incrível que merece.
Deixar subentendido, guardar nas entrelinhas, deixar suspenso, imerso, submerso... prolongar pensamento, ou quem sabe esconder...
São tantas as utilidades pra um sinal tão simples, mas tão enigmático, o ar de incerto, de quem sabe até zombaria...
Eu definiria assim: as reticências são uma porta fechada, destrancada, mas que ninguém pode passar por ela, sem chave no trinco, onde os olhos dos curiosos viajam tentando ver o outro lado. É um poder da escrita, oralmente as reticências não são tão bonitas e interessantes, mas quando aqueles espaços entre um pensamento e outro, entre uma frase e outra traduzidos na escrita com esses três pontos ... na cabeça dos curiosos forma-se um turbilhão de ideias. E o que seria melhor do que trazer a curiosidade, a novidade, o criativo, a inspiração... melhor deixar essa resposta pras reticências...
E pra finalizar termino dizendo...

Ideias

São elas que me movem, que nos movem, como ventos que movem moinhos, a escassez de ideias faz a criação parar. "Aquilo que guia e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as ideias." [Victor Hugo], esse texto meio metalinguistico que é guiado e arrastado por uma ideia de falar sobre ideias, é um exemplo de que as ideias são os pilares, os alicerces, as bases, enfim, o começo...
Há momentos em que elas nos fogem, desaparecem, buscá-las é inevitável, porém, creio eu que quanto mais se corre atrás delas mais elas parecem achar lugar pra se esconder, elas vem até nós, nós não vamos até elas. Às vezes elas aparecem com boas intenções, mas em outras são muito mal intencionadas, será culpa delas? Brilhante ideia a do "Holocausto", a do "Muro de Berlim", porém elas aparecem e são modeladas da forma que quem as encontrou quer que sejam executadas, tentar ser mais claro: imagine um recém-nascido, ele será moldado de acordo com as influências externas, o meio que vive, e a forma que é educado vai construindo a índole e personalidade, logo as ideias, pobre ideias, não tem culpa dos resultados, elas nascem, porem o "meio e a educação" que recebem muda tudo.

"Força não há capaz de enfrentar
Uma ideia cujo tempo tenha chegado
A força não é capaz de salvar
Uma ideia cujo tempo tenha passado"
Engenheiros do Hawaii (Humberto Gessinger)